Empresas em aperto costumam negociar dívida por dívida, sob pressão de ligações e ameaças de bloqueio, aceitando a primeira proposta do gerente. O resultado é parcela que não cabe, garantia nova sobre o sócio e a mesma crise seis meses depois.
O que é a gestão do passivo bancário?
É organizar todos os contratos com bancos e financeiras numa só estratégia, conduzida por advogado. Em vez de reagir a cada cobrança, a empresa passa a negociar a partir de um diagnóstico completo e de um plano de pagamento compatível com o caixa.
Por onde começa?
Pelo inventário: cada contrato, saldo, taxa, encargos, garantias e situação. Está em dia? Atrasado? Executado? Foi vendido a terceiros? Sem esse mapa, qualquer acordo é no escuro.
Como definir a prioridade?
Primeiro o que pode parar a operação: alienação fiduciária de veículos, máquinas ou imóvel essencial, bloqueios de conta e execuções com penhora. Depois as dívidas sem garantia real, que costumam admitir negociações mais amplas.
Dívidas em vários bancos? Agende a análise do passivo bancário da sua empresa.
De onde vem o desconto?
De vários fatores combinados. Encargos indevidos identificados na revisão do contrato. Prescrição de parcelas ou da própria dívida. Falhas na cobrança. A capacidade real de pagamento demonstrada com números. E, com frequência, a venda da dívida: bancos cedem carteiras vencidas a securitizadoras e fundos por valores bem abaixo do saldo, e esses novos credores costumam aceitar acordos com descontos maiores.
Como garantir que o acordo resolve de verdade?
Com cláusulas revisadas antes da assinatura: quitação clara, baixa de restrições em cadastros, extinção de execuções, liberação de garantias e do aval do sócio sempre que possível. Acordo mal escrito pode virar nova cobrança.
E a empresa continua operando com banco?
A estratégia considera isso. Separar o banco do dia a dia daquele com quem se negocia o passivo, e preservar a conta de recebimento, faz parte do plano.
Perguntas frequentes
Quanto de desconto é possível?
Varia conforme o contrato, as garantias, o credor atual e o estágio da cobrança. Não prometemos percentual antes da análise.
Vale também para dívidas pessoais do sócio?
Sim. Dívidas pessoais e garantias do sócio entram na mesma estratégia.
Preciso estar inadimplente para negociar?
Não. Negociar antes do atraso preserva crédito e costuma dar mais opções.
Não é o seu caso? Pode ser o de alguém que você conhece.
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Advogado, OAB/CE 37.200. Especialista em Gestão Pública (UNILAB) e em Advocacia Trabalhista e Previdenciária (FMP). Ex-Procurador-Geral Municipal.
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